O amor da cruz e a graça do Calvário · Olhando para trás na caminhada
Tema de estudo: A cruz e a ressurreição de Jesus · Vá ao Calvário!
Qual é o centro do evangelho?
Mesmo conhecendo muito a Bíblia, aprendendo diversos conteúdos da fé e experimentando abundantes graças, há um centro claro para o qual devemos sempre retornar:
A cruz de Jesus Cristo.
Jesus não veio a este mundo simplesmente como mestre moral ou sábio religioso. Ele veio para carregar a cruz que expia os nossos pecados. E a gloriosa conclusão dessa cruz é a ressurreição.
A cruz e a ressurreição de Jesus Cristo: esse é o coração pulsante do evangelho e o poder de Deus que nos salva da morte eterna.
A cruz e a ressurreição, o centro do evangelho
Devemos conhecer o centro que Deus considera mais importante
Na caminhada da fé, é fácil nos distrairmos com muitas coisas. Desejamos experimentar graças, receber respostas de oração, ver problemas imediatos resolvidos e esperar que as circunstâncias da vida melhorem.
No entanto, o verdadeiro centro que Deus nos aponta continuamente está em outro lugar:
“Olhe para a cruz.”
Quando a cruz se torna o centro, a essência do evangelho finalmente se revela com toda a clareza. Porque na cruz o problema do pecado é resolvido em sua raiz, a relação rompida com Deus é restaurada, o poder de Satanás e da morte é despedaçado e a alma morta recebe o poder salvador de Deus para a vida eterna.
O cerne do evangelho é a cruz e a ressurreição
Deus é Todo-Poderoso e reina soberano sobre todo o universo. Criar os céus e a terra foi poder de Deus; abrir o Mar Vermelho foi poder de Deus; e as Escrituras registram inúmeros milagres e prodígios.
Contudo, a mensagem contempla o mais central de todos esses poderes de Deus: o poder da salvação manifesto na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo.
Por que isso acontece? Porque é por meio da cruz e da ressurreição que o pecador é salvo. Porque aquele que andava errante longe de Deus retorna aos braços do Pai. Porque as correntes do pecado e da morte são quebradas e a alma que estava perdida recebe nova vida.
É por isso que todas as correntes do evangelho convergem finalmente para este único lugar:
A cruz e a ressurreição de Jesus Cristo.
A mensagem da cruz é o poder de Deus
O apóstolo Paulo proclama em 1 Coríntios 1:18 que a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
Aos olhos do mundo, a cruz pode parecer difícil de compreender. Alguns questionam: “Como a morte de um jovem pregado em uma cruz no passado pode me salvar hoje?”.
Contudo, aprouve a Deus salvar os pecadores precisamente por meio dessa cruz. Portanto, a cruz não é um simples símbolo religioso ou objeto de adorno: para todos os que são salvos, a cruz é o poder real e prático de Deus.
Conhecer a cruz e encontrar-se com a cruz são coisas diferentes
Talvez já tenhamos ouvido falar da cruz incontáveis vezes. Ouvimos falar dela desde a infância, encontramo-la em cada culto e a confessamos em nossos cânticos. Por isso, é fácil passar superficialmente, dizendo: “A cruz? Já conheço tudo”.
Contudo, a pergunta que realmente devemos fazer é esta:
“Você já se encontrou pessoalmente com a cruz?”
Acumular conhecimento objetivo sobre a cruz e ter essa cruz gravada no coração como o acontecimento da salvação realizado por mim pertencem a dimensões completamente distintas.
“Jesus morreu por mim”
Quando a cruz se revela com nitidez no íntimo, ela deixa de ser a história dos outros.
De uma doutrina geral que afirma que “Jesus morreu pelos pecadores do mundo inteiro”, ela se transforma em uma confissão viva: “Jesus morreu na cruz precisamente por causa dos meus pecados, para me dar a vida”.
O derramamento daquele sangue precioso liga-se diretamente às minhas iniquidades; compreendo que a Sua morte assumiu a punição eterna que me cabia; e o amor daquela cruz inunda o coração como o amor infinito de Deus por mim.
Nesse momento, confessamos do fundo da alma:
“Esta é a minha cruz.
É o amor do meu Senhor que me salvou e a minha salvação eterna.”
Esse é o momento em que a cruz se torna, finalmente, o alicerce mais sólido da fé e da vida de uma pessoa.
A transformação de uma vida que encontra a cruz
Encontrar-se com a cruz transforma o centro da vida
Quando a cruz fica profundamente gravada no coração, a caminhada da fé muda de modo radical. Não ficamos apenas em um nível de dedicação religiosa exterior; o próprio critério com que enxergamos a vida é transformado.
Se antes o centro da vida era o meu próprio eu, agora Jesus Cristo se torna o centro. Se antes murmurávamos e nos lamentávamos diante das aflições dizendo “por que isso me aconteceu?”, quem encontrou a cruz corre novamente para os pés dela em meio a qualquer dificuldade:
“Senhor, não consigo compreender tudo o que acontece em minha vida.
No entanto, creio firmemente que o Senhor carregou a cruz para me salvar.
Por isso, me apego com firmeza à graça da cruz mais uma vez.”
A cruz é como a âncora da fé
Mesmo em meio a uma violenta tempestade no mar, o navio não é levado facilmente pelas correntes se tiver uma âncora lançada nas profundezas. A nossa fé também precisa de uma âncora inabalável. E a âncora central é precisamente a cruz.
Na vida, surgem provações inesperadas: a dor de uma enfermidade nos atinge, relacionamentos se quebram, orações parecem não ter resposta e torna-se difícil discernir a providência de Deus.
Nessas horas, quem tem a cruz firmemente cravada no fundo da alma pode até balançar, mas jamais naufragará completamente. Essa pessoa olha novamente para a cruz:
“Confio naquele amor perfeito que salvou um pecador como eu.
A cruz prova que o Senhor jamais me abandonou.”
A cruz sustenta com firmeza o centro do nosso ser em meio às ondas agitadas da vida.
Se a cruz for vaga, a fé vacilará com facilidade
Por outro lado, se a cruz não estiver claramente estabelecida no centro da vida, a fé vacilará facilmente diante de qualquer brisa. A pessoa parece cheia de entusiasmo espiritual em um momento, mas se desanima logo que surgem problemas práticos; diz crer em Deus, mas cai em profundo ceticismo, perguntando: “Se Deus existe, por que isso está acontecendo?”.
Se surge uma experiência espetacular ou um fenômeno visível, corre atrás dele; se ouve um argumento sedutor do mundo, deixa-se levar por ele.
Por que isso acontece? Porque a âncora da cruz, que sustenta o centro da alma, não foi lançada nas profundezas. Por isso, precisamos voltar à cruz.
A fé que retorna ao centro da cruz
Devemos nos apegar à cruz e não à sabedoria humana
Existem muitas filosofias atraentes no mundo, que soam lógicas, refinadas e sábias. Por vezes, esses pensamentos mundanos parecem até mais convincentes do que a Palavra de Deus.
Contudo, o evangelho da salvação não se originou no intelecto ou na sabedoria dos homens.
A Escritura testifica em 1 Coríntios 1:22-24 que os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para os que são chamados, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.
Aos olhos do mundo, a cruz pode parecer insignificante. No entanto, foi nessa mesma cruz que Deus encerrou o sagrado mistério da salvação para resgatar a humanidade inteira.
Deus salva o ser humano por meio do evangelho da cruz
O evangelho não foi feito para agradar aos ouvidos das pessoas ou conquistar a simpatia da multidão. Ele é a proclamação fiel do único caminho de vida estabelecido pelo próprio Deus. Esse caminho é a cruz.
Nos dias do apóstolo Paulo, pregar a cruz também não era uma tarefa fácil. Para alguns, a cruz era um instrumento vergonhoso de execução; para outros, uma tolice vazia.
Contudo, Paulo jamais substituiu o evangelho da cruz por outra mensagem. Porque tinha a certeza absoluta de que o verdadeiro poder de resgatar almas do pecado e da morte reside exclusivamente na cruz.
Não substitua a cruz por nenhuma outra coisa
Com o passar dos anos de vida cristã, corremos o risco de ver a cruz ser empurrada do centro para a periferia da nossa vida. Começamos a caminhada chorando de comoção diante da cruz, mas gradualmente outras coisas passam a parecer mais importantes:
Cargos na igreja, erudição religiosa, programas atrativos, experiências espirituais extraordinárias, sucesso no mundo ou resolução de problemas imediatos tomam o primeiro lugar. É verdade que algumas dessas coisas podem ter utilidade.
No entanto, nada pode substituir a cruz. O poder da salvação que transforma o pecador em justo, que concede nova vida e nos reconcilia com Deus reside única e exclusivamente na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo.
Volte para o centro da cruz
Por isso, exortamos você: volte para o centro da cruz. E não permaneça parado aí, mas avance para as profundezas da cruz.
Não se acomode achando que “já conhece a mensagem da cruz”. Prostre-se com humildade diante de Deus e suplique:
“Senhor, faze-me compreender a cruz mais profundamente.
Permite-me encontrar de modo mais intenso o amor de Deus revelado na cruz, e faze com que ela seja o firme alicerce de toda a minha fé.
Em qualquer circunstância, faze-me sempre retornar aos pés da cruz.”
Busque a cruz com um coração humilde
Para acolher plenamente a gloriosa verdade de Deus no íntimo, o que mais precisamos é de um coração pobre em espírito. Em um coração cheio de orgulho, que presume já saber tudo, uma graça mais profunda não consegue encontrar espaço.
Por isso, devemos confessar com sinceridade diante do Senhor:
“Senhor, eu ainda conheço apenas uma fração diminuta do amor da cruz.
Quero conhecer mais a tua cruz. Quero achegar-me mais profundamente ao sangue precioso da cruz.”
Peça que, ao meditar na cruz, o seu coração se aqueça novamente; que as lágrimas diante do sacrifício do Senhor voltem a brotar; e que a cruz se torne a rocha mais firme da sua alma, a ponto de você confessar em qualquer tribulação: “A cruz somente me basta”.
A cruz que revela pecado e amor
A cruz revela os meus pecados
Para encontrar verdadeiramente a cruz, precisamos encarar com honestidade a razão pela qual somos pessoas desesperadas que necessitam da graça da cruz.
A cruz despedaça a ilusão humana de que somos razoavelmente bons. Ela expõe com clareza que somos pecadores plenos, totalmente incapazes de nos salvar por nossas próprias forças. Se fosse possível alcançar a salvação por boas obras ou sacrifícios humanos, não haveria razão para o Filho de Deus ter Sua carne rasgada e Seu sangue derramado na cruz.
A cruz nos declara sem rodeios:
“Você jamais poderá salvar a si mesmo.”
No entanto, a cruz não para na condenação; ela proclama logo em seguida uma graça maravilhosa:
“Por isso, eu morri em seu lugar.”
A justiça que revela a hediondez do nosso pecado e o amor infinito que perdoa o pecador encontram-se em perfeita harmonia sobre a cruz.
A cruz é o amor de Deus
Ao contemplarmos a cruz, não vemos apenas a gravidade do pecado. Encontramos o amor de Deus, incomparavelmente maior e mais amplo do que todo o pecado.
Para nos vivificar, o santo Filho de Deus entregou o Seu próprio corpo sem reservas. Suportou zombarias e açoites, derramou até a última gota de sangue e bebeu de bom grado o cálice da morte.
Por isso, a cruz testifica a você com clareza hoje:
“Deus ama você a este ponto.”
Mesmo nos dias em que o nosso coração estiver insensível e não sentir o amor do Senhor, mesmo nos momentos em que as circunstâncias tentarem nos fazer duvidar do amor divino, a cruz permanece como a prova indelével e eterna do amor de Deus.
Contudo, a cruz não terminou na morte
O evangelho não termina na sepultura da colina do Calvário. Conforme prometera, Jesus venceu a morte e ressuscitou ao terceiro dia.
A cruz e a ressurreição constituem um único e inseparável evangelho. Na cruz, todas as nossas dívidas de pecado foram pagas de uma vez por todas; e pela ressurreição, o poder da morte e do inferno foi inteiramente destruído.
Portanto, não prestamos homenagem a um mártir derrotado do passado. Cremos no Senhor Jesus Cristo ressuscitado, que triunfou sobre a morte e vive e reina hoje.
A ressurreição prova que Jesus é o único Salvador enviado por Deus e confirma a todos os que nele creem a promessa de uma nova vida e da herança eterna no Reino de Deus.
Há poder na cruz e na ressurreição para vivificar pecadores
O ponto central que a mensagem ressalta com frequência é este: quando o evangelho da cruz e da ressurreição é proclamado com pureza, o próprio Espírito Santo usa essa mensagem como canal para vivificar vidas.
Correntes persistentes de pecado se quebram, almas outrora aprisionadas na escuridão provam a verdadeira libertação e o filho pródigo que vagava longe retorna à casa do Pai.
Certamente, o que faz alguém nascer de novo não é a sabedoria ou a retórica de quem prega. Aquele que dá vida à alma é exclusivamente o Deus Espírito Santo. No entanto, Deus confiou aos nossos frágeis lábios a proclamação dessa santa Palavra do evangelho.
A missão de quem anuncia a cruz
Se a cruz realmente salvou você, você a anunciará
No cotidiano, quando encontramos algo verdadeiramente bom e valioso, nós o comunicamos naturalmente a quem está por perto.
Se carregamos o evangelho da cruz, que nos resgatou da condenação eterna do inferno para a luz da vida eterna, e não o anunciamos a ninguém, permanecendo calados, devemos examinar em silêncio o nosso estado espiritual:
“A comoção e a gratidão da cruz estão verdadeiramente vivas em mim hoje?”
Se experimentamos a graça de ter os pecados lavados pelo sangue da cruz, se reconhecemos que somos devedores desse amor incalculável, um anseio santo certamente brotará do fundo do nosso coração:
“Quero anunciar este evangelho de vida também àqueles a quem amo.”
A cruz precisa ser o centro ao evangelizarmos
Não é possível salvar almas oferecendo apenas conselhos de autoajuda ou palavras comuns de consolo humano.
Dizer “Deus é bom” ou “você terá paz se orar” também são confissões preciosas, mas no cerne do evangelho que resgata do pecado e da morte devem estar firmemente postas a cruz e a ressurreição.
Ao nos encontrarmos diante de uma pessoa, proclamemos com firmeza e mansidão:
“O nosso pecado rompeu a comunhão de vida com Deus.
Mas Jesus tomou sobre si todos os seus pecados e morreu na cruz.
E ressuscitou dos mortos.
Somente ao crer em Jesus Cristo você recebe a verdadeira salvação e a vida eterna.”
Sejamos testemunhas fiéis que não diluem a essência do evangelho, mas mantêm a cruz e a ressurreição no centro de tudo.
O Espírito Santo opera quando proclamamos a cruz
Quem anuncia o evangelho não depende de suas próprias habilidades verbais. Não recorre a artifícios humanos para forçar o convencimento.
Apenas comunicamos a verdade da cruz e da ressurreição com simplicidade e clareza, exatamente como a Bíblia ensina. E oramos fervorosamente para que o Espírito Santo fale diretamente ao coração daquela vida.
Quando alguém com o coração humilde ouve o evangelho da cruz, aquela história que passou despercebida por tantos anos começa finalmente a soar como uma verdade que abala as estruturas da sua alma:
“Jesus derramou o Seu sangue e morreu na cruz precisamente por minha causa.”
Quando os olhos espirituais daquela pessoa se abrem, a cruz deixa de ser uma doutrina teórica e opera como o poder de Deus que a vivifica para sempre.
Esta é a maior glória de quem anuncia o evangelho
Pense nisso: uma pessoa vive debaixo das sombras do pecado e do vazio, sem conhecer o Deus Criador. E você se aproxima dela para semear a semente do evangelho.
Não porque você seja alguém extraordinário, mas simplesmente porque compartilhou com sinceridade a cruz e a ressurreição de Jesus Cristo que habitam em você. E o Deus vivo passa a operar usando essas palavras como instrumento.
Aquela pessoa se arrepende, volta-se para Deus, olha para a cruz, recebe Jesus como Salvador e passa da morte para a vida eterna.
Ser usado por Deus como canal nessa grandiosa história da salvação de uma alma: o que poderia ser mais comovente e glorioso do que isso?
Deus confiou o evangelho a nós
Ao enviar os Seus discípulos por todo o mundo, Jesus ressuscitado declarou em Mateus 28:18-20 que toda a autoridade no céu e na terra lhe fora concedida, e prometeu estar com eles todos os dias, até o fim dos tempos.
O Senhor confiou esse glorioso evangelho aos apóstolos, e esse evangelho de vida chegou até nós hoje passando pelas mãos de incontáveis heróis da fé. Agora, somos nós que devemos receber o bastão desse evangelho e nos tornar o canal que transmite vida a outras almas.
A vida aos pés da cruz
Vença todas as tentações por meio da cruz
A cruz não é um recurso necessário apenas quando anunciamos o evangelho aos outros: é o escudo mais poderoso para proteger a nossa própria alma no viver diário.
Quando surgirem tentações e provações, volte para a cruz. Quando o coração estiver inquieto e confuso, volte para a cruz. Mesmo quando fraquejar e cair em pecado, não se demore no desespero: corra para os pés da cruz purificadora.
Quando o amor de Deus parecer distante e as preocupações do mundo agitarem o seu íntimo, medite novamente na cruz:
“O Senhor deu a vida por mim na cruz.”
Não há no mundo inteiro prova mais clara e profunda do amor de Deus do que esta.
Eu devo morrer aos pés da cruz para que Jesus viva
O evangelho não é uma graça barata em que apenas obtemos a certeza do perdão e continuamos vivendo com o mesmo ego de antes: é uma vida de união completa com a cruz.
É descer com humildade daquele trono arrogante onde eu governava, e entregar o senhorio da vida a Jesus para que Ele reine soberanamente em nosso interior.
O apóstolo Paulo confessa solenemente em Gálatas 2:20: já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Viver na fé no Filho de Deus, que se entregou por nós: essa é a vida centrada na cruz.
“Agora já não sou eu o dono da minha vida.
Somente Jesus Cristo é o verdadeiro Senhor da minha alma.”
A cruz é o evangelho que devemos aprofundar por toda a vida
A cruz não é uma matéria introdutória que aprendemos no início da fé para depois deixar para trás. Nem é uma lembrança passada que arquivamos. É o evangelho eterno que devemos conhecer mais profundamente a cada dia, ao longo de toda a nossa existência.
Por isso, ore sem cessar:
“Senhor, desvenda a cada dia no meu coração a profundidade da cruz.
Permite-me conhecer ainda mais o teu amor infinito que ainda mal compreendo;
faze com que o poder da ressurreição manifestado na cruz atue com vigor em todas as áreas da minha vida;
e que toda a minha fé e existência estejam solidamente edificadas sobre a cruz.”
Quanto mais meditamos na cruz, mais alta e profunda ela se revela. Quanto mais olhamos para ela, mais resplandecem o amor e a graça perfeita de Deus. E quando somos profundamente cativados pelo amor da cruz, a nossa vida é transformada à imagem de Cristo.
Dizemos a cada pessoa preciosa
Você conhece a cruz de Jesus Cristo apenas com a mente, ou já se encontrou pessoalmente com ela?
Conhecê-la apenas como doutrina ou fato histórico é totalmente diferente de tê-la como o acontecimento da salvação eterna que vivificou você.
A crucificação de Jesus não ocorreu por uma humanidade abstrata: foi precisamente por causa dos seus pecados. E o sangue precioso que Ele derramou foi o preço da vida pago para restaurar você como filho santo de Deus.
Não podemos alcançar a salvação por nós mesmos. Mas Deus não virou as costas para você: enviou o Seu Filho unigênito, colocou sobre Ele todos os seus pecados e, ao ressuscitá-lo dos mortos, abriu de par em par o caminho da vida eterna.
Venha para os pés da cruz
Não tente se apoiar em suas boas obras ou méritos. Não precisa se defender dizendo “vivi de modo mais correto do que os outros”.
Diante da cruz, todos nós somos igualmente pecadores necessitados da misericórdia de Deus. Mas é diante dessa mesma cruz que encontramos a mais maravilhosa esperança:
O fato de que Deus jamais desistiu de você.
Por isso, não hesite: aproxime-se com humildade aos pés da cruz. Arrependa-se dos seus pecados, abra a porta do coração e creia em Jesus. Receba a Jesus ressuscitado como o eterno Salvador e Senhor da sua vida.
Voltemos ao centro do evangelho
Se a nossa fé se tornou complexa com os muitos pensamentos e correrias deste mundo, precisamos retornar a este centro simples e cristalino:
Jesus Cristo.
A cruz.
A ressurreição.
Esse é o coração mais brilhante do evangelho. O que me salvou foi esse evangelho, e a única esperança de salvação para a família e os amigos amados reside também nesse evangelho.
Por isso, dobremos os joelhos juntos e oremos:
“Senhor, faze-me encontrar a graça da cruz com maior profundidade.
Que a cruz seja a âncora inabalável da minha alma;
faze-me prostrar aos pés da cruz em meio a qualquer tentação ou aflição;
que o evangelho da cruz e da ressurreição se mova vivo e atuante em mim;
e que, por meio dos meus lábios, este evangelho flua até alcançar vidas sedentas.”
A cruz é o poder de Deus
Não importa se o mundo zomba do evangelho da cruz, chamando-o de loucura. Mesmo que as pessoas ao redor não compreendam, não há razão para vacilar.
O único caminho de salvação estabelecido por Deus permanece inalterado ontem, hoje e para sempre:
Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado.
Somente Ele é a verdadeira sabedoria de Deus e o único poder de salvação para resgatar almas.
Por isso, não se envergonhe da cruz. Não a empurre para um canto secundário da sua vida. Coloque a cruz no centro mais elevado do seu coração e da sua fé.
Encontre-se com ela mais profundamente,
ame-a com maior inteireza,
e anuncie-a com santa ousadia.
Que o evangelho da cruz e da ressurreição pulse hoje dentro da sua alma, e que, por meio desse evangelho, mais uma vida receba a salvação eterna: essa é a santa razão pela qual Deus nos confiou o evangelho, e a maior e mais gloriosa alegria que alguém arrebatado pelo evangelho pode desfrutar.