O mundo eterno e o único Salvador · Olhando para trás na caminhada
Tema de estudo: Céu e inferno · Evidência poderosa de que Jesus é o Salvador
Apenas ouvir muitas vezes a Palavra de Deus não transforma a vida por si só. Por mais abundantemente que a Palavra seja colocada diante de nós, se a vasilha do coração não estiver preparada para recebê-la, dificilmente a Palavra alcançará as profundezas da nossa existência.
Se o nosso coração estiver cheio das preocupações e inquietações deste mundo, ocupado apenas com a subsistência, a família, o trabalho e os nossos próprios interesses, o espaço para o evangelho entrar se tornará inevitavelmente cada vez mais estreito.
Por isso, devemos primeiro nos perguntar com honestidade diante de Deus:
“O que ocupa hoje o centro da minha vida?”
É Deus? É o evangelho? Ou são os meus problemas, planos e desejos?
Uma vida de mente renovada
A nossa mente precisa ser renovada
O apóstolo Paulo nos exorta em Romanos 12:2 a não nos conformarmos com este século, mas a nos transformarmos pela renovação da nossa mente, para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Renovar a mente não significa apenas mudar de ânimo ou fazer novas resoluções: trata-se de mudar o centro da vida.
- É passar de um lugar onde eu era o centro para um lugar onde Deus é o centro.
- É passar de ter os meus pensamentos como padrão para ter a Palavra de Deus como critério.
- É deixar que a vontade de Deus seja o mais importante, em vez dos meus próprios desejos.
Por isso, oramos assim:
“Deus, transforma o centro do meu coração.
Não permitas que eu permaneça no trono da minha vida, mas faze com que o Senhor e o evangelho sejam o centro de tudo.”
Nós não pertencemos a nós mesmos
O evangelho não nos foi dado simplesmente para tornar a nossa vida um pouco mais confortável. O evangelho redefine fundamentalmente quem é o nosso Dono.
Nós pertencemos a Deus. Portanto, se você verdadeiramente crê em Jesus, uma pergunta mais importante do que “o que eu quero?” deve se firmar em seu coração:
“O que o Senhor deseja?”
Mais do que “como eu quero viver?”, a pergunta que deve ocupar o centro da vida é: “Onde Deus quer usar a minha vida?” Se essa postura não mudar, por mais que ouçamos o evangelho, ele não chegará a mover a nossa vida prática.
A cruz atinge o centro do nosso ser
No centro do evangelho está a cruz. Contudo, a cruz não se resume a uma história comovente sobre o sofrimento de Jesus por nós.
A cruz atinge o lugar mais íntimo do nosso ser e nos confronta:
“Quem é o senhor da sua vida?”
Por instinto, desejamos nos apegar a nós mesmos. Temos medo de abrir mão de nossos planos, nossos desejos, nossos métodos e daquilo que consideramos importante. Por isso, quando Deus toca o centro do coração, surge por vezes uma resistência interior. Todavia, quando não fugimos desse ponto e o entregamos diante do Senhor, o evangelho finalmente penetra nas profundezas da nossa vida.
“Senhor, renova o meu coração”
Ter muitos anos de caminhada cristã não significa que o coração esteja automaticamente fixado em Deus. Pelo contrário, com o passar do tempo, a fé, a Palavra e o evangelho podem se tornar tão familiares que passamos a encará-los como algo que já sabemos de cor.
Nesse momento, a fé pode perder o vigor, como água parada. Por fora, tudo parece bem, mas o fluxo da vida enfraquece, os frutos diminuem e o evangelho deixa de fluir para outras pessoas.
Por isso, precisamos continuar nos examinando diante de Deus:
“Senhor, estou vivo espiritualmente agora?
O evangelho ainda me move hoje?
Aquele amor do início, quando comecei a amar o Senhor, ainda está vivo em mim?”
Deus deseja uma vida que dê frutos até na velhice
Deus não deseja que fiquemos acomodados em uma fé que arde por um momento e logo esfria. A respeito de quem está profundamente arraigado em Deus, as Escrituras cantam em Salmo 92:14 que mesmo na velhice darão frutos, serão cheios de seiva e verdejantes.
Quem se renova continuamente em Deus produz belos frutos mesmo com o avançar dos anos. Para isso, devemos nos colocar a cada dia em humildade diante de Deus:
Reexaminar o coração, arrepender-se, contemplar o evangelho e entregar o centro da vida inteiramente a Deus.
“Senhor, quebra tudo o que endureceu em mim e concede-me um coração novo.
Faze com que o evangelho se mova novamente com vida dentro de mim.”
O evangelho diante do céu e do inferno
Céu e inferno precisam estar claros para que a cruz seja clara
Há uma verdade solene que revisitamos nesta reflexão: a realidade do céu e do inferno.
Aprendemos o evangelho como a mensagem da cruz e da ressurreição, da salvação e da vida eterna. No entanto, por trás desse evangelho reside uma realidade eterna: o céu e o inferno. Se o céu e o inferno se tornarem vagos, o significado da cruz e a urgência da salvação também perderão a nitidez.
Por que o Filho de Deus abriria mão de toda a glória celestial para vir a esta terra? Por que teve de derramar o Seu sangue na cruz e sofrer até a morte?
Para nos resgatar da perdição eterna.
“Para que não pereça, mas tenha a vida eterna”
A conhecida passagem de João 3:16 proclama que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Aqui estão claramente colocadas duas realidades eternas: a perdição e a vida eterna. Deus não poupou o Seu único Filho, mas o entregou por nós, para nos tirar da perdição e nos transportar para a vida eterna.
Portanto, a cruz jamais é uma história superficial. É o acontecimento em que está em jogo o destino eterno de uma pessoa. Se crermos verdadeiramente na realidade do céu e do inferno, passaremos a enxergar com outros olhos as pessoas ao nosso redor: nossos pais, nossos filhos, nossa família, nossos amigos e nossos vizinhos.
E do fundo da alma brotará uma pergunta urgente:
“Esta pessoa foi verdadeiramente salva?”
Falar sobre o inferno não é o oposto do amor
Alguns perguntam: “Se Deus é amor, como pode haver condenação?”. Contudo, o Deus que as Escrituras revelam não é um Deus de amor cego e desprovido de justiça. Deus é amor perfeito e, ao mesmo tempo, santo e justo.
A paciência com que Deus suporta as transgressões por longo tempo não deve ser confundida com a ausência de justiça. Assim como o amor de Deus é real, o Seu juízo também é uma realidade inescapável.
Por isso, quem anuncia o evangelho jamais fala do inferno para intimidar as pessoas. Fala a verdade para que encontrem a verdadeira salvação. Saber do perigo eterno iminente e calar-se diante dele jamais poderia ser considerado amor.
Se o céu e o inferno forem vagos, o evangelho também se tornará vago
Precisamos examinar a nós mesmos. Você realmente crê no céu e no inferno como realidades concretas? Ou, à medida que os anos de vida cristã se acumularam, esse fato se transformou em uma ideia vaga e abstrata?
Se o coração que doía ao contemplar uma alma endureceu, isso não significa apenas que o zelo evangelístico esfriou; pode ser o sinal de que o próprio fundamento do evangelho está se tornando turvo.
Se o inferno perder a nitidez, a urgência da cruz desaparece; se a vida eterna se tornar vaga, a glória da ressurreição também perde o brilho. Quando isso acontece, a fé cristã acaba sendo reduzida a um simples “estilo de vida para obter paz de espírito e viver de modo um pouco mais correto”. Esse não é o grandioso poder do evangelho proclamado nas Escrituras.
Precisamos renovar a mente pela Palavra de Deus
Não devemos permitir que os ventos e as filosofias deste mundo ditem a nossa fé. O ambiente de uma época ou a preferência da maioria não podem se tornar o critério da verdade.
Devemos firmar novamente os nossos pensamentos sobre a Palavra de Deus:
“Senhor, purifica a minha mente manchada pelos conceitos deste mundo.
Faze-me ver o céu e o inferno exatamente como o Senhor revelou, e que a realidade da eternidade volte a ficar nítida em meu coração.”
Quando a realidade da eternidade se torna visível, a graça da cruz volta a nos impactar com grandeza, a vitória da ressurreição brilha com esplendor e finalmente compreendemos o inestimável valor de uma alma.
O testemunho bíblico de Jesus como Salvador
Afirmar que Jesus é o Salvador não é uma declaração sem fundamento
Por que, então, entre tantas figuras históricas, devemos crer unicamente em Jesus Cristo como o Salvador exclusivo?
As Escrituras não exigem uma fé cega. Ao longo de muitos séculos na história humana, Deus primeiro prometeu e depois cumpriu essas promessas sem a menor margem de erro.
Essa profecia fiel e o seu cumprimento cabal constituem a evidência mais segura de que Jesus é o único Salvador enviado por Deus.
As promessas do Antigo Testamento cumpriram-se em Jesus
Ao ler o Novo Testamento, deparamo-nos repetidas vezes com uma mesma declaração: “cumpriu-se o que estava escrito nas Escrituras”.
Desde o nascimento de Jesus, passando pelo Seu ministério público, os sofrimentos e a morte na cruz, até a Sua ressurreição, as antigas promessas do Antigo Testamento se cumpriram perfeitamente em Jesus Cristo. Não se trata de histórias inventadas posteriormente pelos homens, mas da Palavra de Deus proclamada de antemão e realizada no palco da história humana.
A promessa de que uma virgem conceberia e daria à luz um filho
Por meio do profeta Isaías no Antigo Testamento, Deus anunciou com antecedência que uma virgem conceberia, daria à luz um filho e o chamaria Emanuel (Isaías 7:14).
O Novo Testamento registra o nascimento de Jesus e testifica claramente que tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta (Mateus 1:22-23). Houve uma promessa feita de antemão e, exatamente segundo essa promessa, o Senhor veio à história humana.
Os sofrimentos e a morte também foram anunciados previamente
A paixão de Jesus na cruz não foi de modo algum uma tragédia imprevista. A Bíblia profetizou desde tempos remotos sobre o Salvador que carregaria os pecados da humanidade e sofreria:
Como declara Isaías 53:5, ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. O sofrimento de Jesus realizou-se plenamente dentro do plano de salvação de Deus preparado desde antes da fundação do mundo.
Até o último instante na cruz, a Palavra se cumpriu
Sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que a Escritura se cumprisse, disse na cruz: “Tenho sede” (João 19:28).
Esse foi o cumprimento da profecia registrada em Salmos Salmo 69:21. A Bíblia mostra que, não apenas no nascimento e na vida terrena de Jesus, mas até no Seu último suspiro na cruz, a Palavra de Deus se cumpriu com exatidão perfeita.
A ressurreição também estava no plano de Deus
A morte de Jesus não foi o ponto final de tudo. Desde o Antigo Testamento, Deus falou da vida que venceria a morte, e Jesus Cristo ressuscitou dos mortos ao terceiro dia conforme a promessa.
A cruz e a ressurreição não foram eventos fortuitos, mas a consumação da história da salvação que Deus planejou desde a eternidade e testificou continuamente nas Escrituras para resgatar a humanidade.
Inúmeras promessas cumpridas em uma única Pessoa
Pode acontecer de uma ou duas previsões se confirmarem por mera coincidência. No entanto, quando dezenas de profecias registradas ao longo de milhares de anos por múltiplos autores se cumprem com perfeição na vida de uma única Pessoa, isso jamais pode ser considerado coincidência.
Por meio desse cumprimento consistente, a Bíblia proclama a nós:
“Este é verdadeiramente o único Cristo prometido por Deus.”
Essa foi a razão pela qual os apóstolos da igreja primitiva puderam anunciar o evangelho com tanta ousadia. Eles não pregavam ideias humanas próprias, mas davam testemunho das promessas do Antigo Testamento e do seu cumprimento histórico manifesto em Jesus.
O caminho de receber a Palavra pela fé
A fé não é cega
A fé cristã não é uma crença cega que fecha os olhos e força a si mesma a acreditar sem qualquer razão. Ao falar e cumprir com fidelidade na história, Deus revelou com clareza o fundamento sólido sobre o qual podemos crer.
Por isso, podemos confessar com inabalável convicção:
“Jesus não é apenas um mestre moral.
Jesus é o único Salvador prometido por Deus, o Cristo que morreu na cruz pelos meus pecados e ressuscitou.”
O Espírito Santo opera por meio da Palavra de Deus
Ao anunciarmos o evangelho, o que transforma a alma de uma pessoa não é a eloquência nem o poder de persuasão humana: é o Espírito Santo quem deve operar.
E o Espírito Santo se alegra em usar a Palavra de Deus que Ele mesmo inspirou. Por essa razão, ao comunicar o evangelho, jamais devemos substituir a verdade bíblica por pensamentos humanos ou argumentos mundanos.
Podemos explicar com clareza e acessibilidade conforme o nível de quem ouve, mas o conteúdo essencial deve estar sempre alicerçado nas Escrituras. Quando a Palavra viva de Deus penetra no coração, o Espírito Santo faz dessa Palavra um canal para vivificar a pessoa.
O evangelho é o coração que resume toda a Bíblia
Todo o fluxo das Escrituras converge para uma única Pessoa: Jesus Cristo.
As inúmeras promessas e a Lei do Antigo Testamento, as profecias e os atos de salvação encontram finalmente o seu fruto e consumação na cruz e na ressurreição de Jesus Cristo.
Portanto, o evangelho da cruz e da ressurreição não é apenas uma entre as muitas lições bíblicas, mas o centro mais resplandecente no qual se concentra toda a história da redenção. É exatamente esse evangelho que nos traz a vida eterna hoje.
Como posso receber todas essas verdades como minhas?
Resta agora a pergunta mais decisiva:
“Como posso desfrutar de todas as verdades do evangelho em minha própria vida?”
O caminho é a fé.
Ouvir falar do céu e do inferno sem responder com fé torna essa mensagem irrelevante para mim. Saber das profecias e evidências sobre Jesus sem fé deixa tudo no plano do mero conhecimento mental. O evangelho da cruz e da ressurreição também não opera como poder de vida em nossa alma se não for recebido pela fé.
A fé é o único canal pelo qual a abundante graça e a salvação de Deus entram em nossa vida.
Não hesite dizendo “só vou crer quando sentir”
Algumas pessoas dizem:
“Não sinto a realidade do céu nem do inferno. A cruz e a ressurreição de Jesus não tocam o meu coração com profundidade.”
E assim adiam a fé até que tudo seja perfeitamente compreendido pela mente ou sentido pelas emoções. Contudo, a fé não se limita a seguir os sentimentos: ela é uma decisão da vontade.
Ao ouvir a Palavra de Deus, mesmo que haja pontos que ainda não compreendamos por completo, decidimos nos aproximar de Deus:
“Senhor, embora eu ainda não compreenda tudo, decido crer na tua Palavra.”
É necessário dar o passo de colocar diante do Senhor até mesmo uma pequena fé.
A Palavra e a fé precisam andar juntas
A Escritura nos lembra em Hebreus 4:2 que a pregação da palavra não aproveitou àqueles que a ouviram por não ter sido acompanhada pela fé.
Ouvir a Palavra não produz espontaneamente frutos de vida em todos: a Palavra precisa necessariamente se unir à nossa fé.
“Senhor, eu creio.”
Quando recebemos a Palavra com essa atitude humilde, as portas de um coração outrora endurecido se abrem, e a verdade que residia apenas na mente começa a agir como vida real.
Não despreze uma pequena fé
Mesmo que a sua fé pareça pequena hoje, não há razão para desanimar. É possível que ainda restem dúvidas ou temores em um canto do coração.
Contudo, se em meio a essa fragilidade houver o sincero desejo: “Ainda assim, quero crer”, entregue esse sentimento ao Senhor exatamente como está. Não permaneça na incredulidade, mas escolha ficar do lado da fé.
“Deus, eu quero crer.
Eu escolho a fé; ajuda-me na minha falta de fé.”
Por meio dessa singela confissão de fé, Deus abrirá ainda mais as portas do seu coração.
A fé cresce à medida que é confessada
A fé não é um segredo guardado apenas no peito: é uma vida que cresce na prática diária ao ser confessada pelos lábios:
- “Creio que Jesus é o Filho de Deus.”
- “Creio que Jesus tomou sobre si todos os meus pecados e morreu na cruz.”
- “Creio que Jesus venceu o poder da morte e ressuscitou.”
- “Creio que somente em Jesus Cristo há vida eterna.”
Contemple e confesse essas verdades do evangelho a cada dia.
A Bíblia nos exorta em Hebreus 12:2 a olhar firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz e assentou-se à destra do trono de Deus. O único alvo para o qual a nossa fé deve olhar é exclusivamente Jesus Cristo.
A vida que acolhe e leva o evangelho adiante
O evangelho precisa se mover dentro de nós
O propósito de aprendermos repetidamente o evangelho não é acumular informações: é fazer com que o evangelho se mova verdadeiramente com vida em nosso interior.
Quando a realidade do céu e do inferno se torna nítida diante dos nossos olhos, quando nos firmamos na certeza de que Jesus é o único Salvador e compreendemos que a cruz e a ressurreição são o poder de Deus que nos salvou, o evangelho começa a pulsar no fundo do coração.
Nesse momento, a nossa maneira de enxergar as pessoas muda por completo.
Além de perguntar “essa pessoa me é agradável ou traz benefícios para mim?”, passamos a nos importar: “Será que ela recebeu a verdadeira salvação?”.
Ao experimentar algo bom, é impossível ficar em silêncio
Quando comemos algo saboroso ou descobrimos algo precioso, nós o compartilhamos alegremente com quem está ao nosso redor. Ao encontrarmos algo que nos trouxe grande ajuda, não resistimos em recomendá-lo à família e aos amigos.
Sendo assim, se conhecemos o evangelho que nos resgatou da perdição eterna para a vida eterna e, mesmo assim, permanecemos em silêncio, devemos examinar seriamente o nosso coração:
O evangelho está verdadeiramente respirando com vida dentro de mim agora?
Se a cruz foi o acontecimento real que me salvou e a ressurreição é a verdade que me deu a vida eterna, é natural que brote em nós um santo anseio:
“Quero anunciar este evangelho de vida àqueles a quem amo.”
Somos pessoas que avançam guardando o evangelho
O poder de quem anuncia o evangelho jamais reside no talento humano ou na boa retórica. Embora sejamos débeis, carregamos em nós o segredo precioso que traz vida ao mundo inteiro: o evangelho de Jesus Cristo.
Em todo lugar onde você pisar a planta dos seus pés, esse glorioso evangelho estará com você.
Guarde o evangelho no coração e vá para a sua casa, para o seu trabalho, ao encontro de amigos e vizinhos. Dê passos em direção àquela pessoa cujo coração Deus já começou a abrir. Quando você transmitir a pura Palavra do evangelho sem colocar a sabedoria humana à frente, o Espírito Santo usará essa Palavra para conceder a graça que vivifica vidas.
Precisamos abrir novamente a vasilha do coração ao Senhor
Para que o evangelho flua por meio de nós, a vasilha do nosso próprio coração deve estar limpa e aberta para Deus. Se estivermos repletos das preocupações deste mundo, não haverá espaço para acolher o evangelho; e se o nosso ego ocupar o trono da vida, o Senhor não poderá reinar.
Por isso, achegamo-nos novamente com humildade ao trono da graça:
“Senhor, molda de novo o meu coração.
Quebranta o que endureceu e volta para o Senhor o meu olhar distraído pelas preocupações deste mundo.
Eu desço do lugar onde reinava, para que somente Jesus seja o eterno Senhor da minha vida.”
Senhor, faze com que o evangelho se mova vivo em mim
Ouvimos muitas mensagens sobre o evangelho. Já conhecemos a realidade do céu e do inferno, o poder da cruz e da ressurreição e a verdade de que Jesus é o único Salvador.
Contudo, o que mais importa agora é isto:
“Esse evangelho está verdadeiramente vivo e ativo em minha vida hoje?”
Não pare no mero saber: apegue-se com firmeza ao evangelho com fé genuína. Dobre os joelhos com o coração aberto e ore diante do Senhor:
“Deus, faze-me ver novamente com os olhos do espírito a realidade eterna do céu e do inferno.
Fortalece em mim a convicção de que Jesus Cristo é o meu único Salvador enviado por Deus.
Faze com que a cruz e a ressurreição não fiquem apenas na minha mente, mas sejam a vida que faz o meu coração bater.
Aperfeiçoa a pequena fé que há em mim, para que este evangelho não pare e flua até alcançar cada pessoa.”
A confissão de fé em Jesus Cristo
Jesus Cristo é o Salvador enviado por Deus
Desejamos proclamar mais uma vez esta verdade a você:
A sua vida não termina nas poucas décadas vividas neste mundo. Há um mundo eterno à nossa espera, e a realidade do céu e do inferno existe indiscutivelmente. Por causa do pecado, todos nós estávamos afastados do Deus santo e sujeitos à punição eterna.
Contudo, Deus não desistiu de você. Ao longo de toda a história, Ele prometeu um Salvador e, no tempo certo, enviou a esta terra o Seu Filho unigênito, Jesus Cristo, conforme a Sua promessa.
O nascimento de Jesus, os Seus sofrimentos, a Sua morte na cruz e a Sua gloriosa ressurreição não foram fruto do acaso: foram o ápice do amor e da salvação que Deus profetizou repetidas vezes pelos profetas do Antigo Testamento e cumpriu na história.
E esse mesmo Jesus levou sobre si todos os seus pecados e morreu na cruz para resgatar você da perdição e transportá-lo para a vida eterna.
Portanto, não deixe este evangelho passar como uma lição qualquer.
Receba a Jesus pela fé com todo o seu coração.
Não hesite esperando até que tudo pareça perfeito. Entregue ao Senhor a centelha de fé que há no fundo da sua alma:
“Jesus, eu creio no Senhor.
Confesso que o Senhor é o meu único Salvador.
Recebo com humildade o evangelho da cruz e da ressurreição como a minha vida.”
E se você já experimentou este evangelho, não retenha mais essa vida preciosa apenas para si mesmo. Permita que esse evangelho que salvou você flua para a sua família, para os seus filhos, para os seus vizinhos e para cada pessoa que Deus procura com amor ardente.
Renovar a mente,
colocar Jesus no centro da vida,
contemplar a realidade da eternidade,
crer nas promessas fiéis de Deus e no seu cumprimento,
e abraçar com firmeza o evangelho da cruz e da ressurreição.
E caminhar em direção a cada pessoa guardando o assombro e a alegria desse evangelho.
Esse é o caminho mais abençoado e glorioso reservado a quem foi cativado pelo evangelho.